You make me glow.
“Engraçado como as coisas mudam, como o tempo passa e muitas coisas ficam para trás. Veja só você, hoje é você que implora pela minha atenção, é você que faz ligações angustiadas tentando me convencer a aceitar teu amor, é você que fica em casa a noite ouvindo músicas triste, é você que me procura nos olhares das meninas da sua sala, da sua rua, é você que tem uma saudade incontrolável, é você que sente meu cheiro pairar pelo ar, é você que vive sendo perseguido pelas sombras das minhas lembranças, agora é você que sofre por mim, e honestamente, eu acho bem feito pra você, pois eu sei que você teve sua oportunidade, você, como ninguém, teve não apenas uma oportunidade, mas inúmeras, não conto as vezes que eu estava lá te dando chances, acreditando nas suas mentiras, eu estava lá tentando fazer tudo dar certo, mas você não quis isso, você jogou fora cada chance que eu te dei, você deixou pra lá, você fingiu que eu não sentia nada, você dilacerou meu amor por você, e posso dizer, eu sofri, chorei cada amarga lágrima que eu pude derramar, eu passei momentos de agonia chorando como uma criança que quer seu brinquedo de volta, eu sentia meu coração latejar, e sim doeu fisicamente e psicologicamente, quase não suportei, mas o tempo passou e as lágrimas não caíram mais, as lembranças começaram a se esvair lentamente, as coisas foram ficando mais calmas, a tempestade passou e eu me reconstruí. Foi difícil, foi duro caminhar sem ti, os dias passavam lentamente, mas eu superei no fim de tudo, e agora vejo você passar pela mesma coisa que eu passei. Eu não sei se você lembra, mas um dia em meio as lágrimas eu disse: “Um dia você ainda vai passar por tudo isso que eu passando, o tempo vai passar e você vai perceber o que perdeu”. Você até riu de mim e eu fiquei com aquele momento gravado na minha memória, e não é que o tempo e você tá sofrendo por mim como um dia disse? Agora eu quero ver você rir da minha cara, agora eu quero ver você ficar se achando por que tem o meu amor. Agora é tudo diferente garoto, não sou a mesma pessoa, você não me tem mais em suas mãos.”
— Maria - Doce Outubro
Ensine os fracos a serem fortes como você.
“Eu não pedi pra me apaixonar por você. Eu não pedi pra me apegar à você, nem pra ficar um pouco dependente como sou. Eu não pedi pra te conhecer, nem pra te beijar, nem abraçar. Eu não pedi nada. Aconteceu porque tinha que acontecer. E por conta disso, a vida vive brincando com a gente! Acho que da pior forma, mas brinca. Só que mesmo com isso tudo, você me tem, como nenhuma outra pessoa teve antes. Então valoriza, valoriza enquanto tem nas mãos. Porque depois que perder, não vai adiantar correr atrás, porque eu não vou voltar.”
“Saudades de quem não lembra o meu nome. Saudades daquela voz a noite que me deixava mais tranquila, das ligações bestas, das piadas idiotas, das conversas toscas. Saudades daquele abraço que deveria ter sido mais apertado, daquele beijo que deveria ter sido mais demorado, daquelas palavras que deveriam ser ditas, daquelas horas que deveriam ter demorado mais, daquele sentimento que deveria ter sido expressado, daqueles olhares que um dia falaram tudo. Saudades daquele orgulho que não me deixou falar. Saudade do corpo, do toque, do cheiro, dos sentidos, saudades da presença, dos braços, das mãos, da voz irritante, das brincadeiras sem graça. Saudade de quem nunca se foi, mas que parece que está longe. Saudades do que você parecia ser, saudades das suas atenções, dos ciúmes, dos carinhos, dos mimos, das pequenas palavras, saudades de ouvir você pronunciar o meu nome, saudades de pronunciar seu nome ao telefone. Saudades dos que prometeram mais nunca cumpriram. Saudades do que eu não fui, do que eu não quis ser. Saudades de quem me deixou pra trás, saudades de quem nunca teve saudades de mim.”
— “Apenas saudades daquele que não se lembra, mas que ainda é presente em mim.”
Andreza Oliveira - Escrit0ra de Bar (via
escrit0radebar)
“É vida, você anda se perdendo por milhares de caminhos. Não, acho que sou eu que te levo pra essas curvas que parecem não ter fim. Os erros continuam os mesmos, o sentido está perdido em canto escuro que eu não me lembro de ter passado. Tenho saudade de quando tudo era mais simples. E não, nem é tanto saudades da infância. Houve um momento que algo sempre dava certo, não existia tantos problemas, os que existiam, eu os enfrentava com garra até resolvê-los, os sorrisos pareciam mais alegres, os abraços eram apertados, os pesadelos não aconteciam durante o dia, os amigos pareciam ser verdadeiros, o quebra-cabeça tinha suas peças espalhadas e que não eram tão difíceis de serem encontradas. O silêncio não tinha tanta dor, as palavras pareciam sair com facilidade, os pensamentos não me dilaceravam tanto, a saudade não era tão forte, era apenas de momentos bons, as dúvidas não pesavam, a vida parecia ser mais doce, os dias eram mais curtos e iluminados, as noites não eram de tanta insônia e solidão, as decisões eram tomadas com facilidades, o coração estava intacto, sem ferimentos alguns, a minha força era inacreditável, mesmo que as coisas estivessem ruins eu sempre estava bem, não tinha medo de nada, tinha mais vontade pra tudo. Mas o tempo passou, eu calei, sentei, chorei, lamentei, comecei a ter medo, minhas forças sumiram, os problemas vieram intensamente e hoje eu não sei como resolvê-los. Estou perdida na minha própria vida, meus medos me dominam, a tristeza fica como uma companheira que não larga, meu coração está totalmente despedaçado, as coisas perderam totalmente o sentido, parece que estou andando em círculos, sem saber por qual caminho entrar, qual decisão tomar, pra qual pessoa me entregar, confiar, amar. Parece que eu vou cair a qualquer momento, sinto-me sem braços pra apertar, sem olhos pra observar, sem palavras pra me acalentar. Tenho medo da minha vida, tenho medo dos meus rumos, não sei como andar, mas também não sei ficar parada. Pareço uma idiota rodando de um lado para outro, sempre parando nos mesmos lugares, com os mesmos erros, sempre com as mesmas pessoas idiotas. Caminho pelas ruas com milhares de pessoas, mas me sinto em um mundo totalmente vazio, tanto espaço pra ser preenchido enquanto as pessoas não sabem mais sentir. É como se todos os olhares escondessem segredos e as palavras fossem caladas por medos bobos, a coragem fosse apagada pelos pessimistas. Me sinto rodeada de futilidades, onde ninguém se importa com ninguém além de si mesmo, onde cada um se esconde dentro de si, tem medo de se expressar, pelo simples fato de não querer derramar uma lágrima. Percebo que eu me tornei um ser frio, não me sinto mais com um ser humano, pareço com o resto do mundo, milhões de robôs sempre fazendo as mesmas coisas idiotas, com medo de inovar pra não ser criticado, é como se os caminhos sempre fossem os mesmos, os sonhos não têm mais imaginação, a vontade está perdida, a vida está praticamente delimitada por aqueles que não querem ir além por ter medo de encarar o difícil por pensar que não vai conseguir. Me sinto desnorteada no meio das minhas atitudes dos meus pensamentos. Meu coração explode de saudade, queria voltar a seu eu de verdade, com meus sorrisos, com meu sonhos, com a minha verdadeira vida.”
“Vou dar um basta em tantas esperanças falsas. Meu coração não é aeroporto ou rodoviária pra você chegar quando quiser e deixar suas malas. Chega de expectativas, de noites fazendo planos, de corações acelerados, de estômagos comprimidos, de olhos lacrimejando, de maquiagem borrada, de unhas roídas de nervosismos, de minutos de ansiedade esperando um telefonema. Chega de correr atrás de quem nem olha pra trás pra me notar, chega de tentar falar pra quem se faz de surdo, chega de carinhos pra quem só me dá desprezo, chega de extrema atenção pra aquele que só faz ser indiferente, chega de dar cuidados pra uma pessoa que não quer. Chega de me menosprezar me humilhando por migalhas do seu falso amor. Chega de tudo, chega de você. Chega das tuas bobagens. Chega de ficar pensando o dia todo, ficar imaginando coisas, ficar com ciúmes bobos e imaginários, chega de acreditar que aquelas suas palavras bonitas vão valer de algo. São só tolices pra me enganar. Eu já estou cansada e não é de hoje. Não vou falar coisas clichês, nem me basear naqueles textos de pessoas que já sofreram bastante. Não quero me fazer de coitada ou de vítima que sofreu. Sim, eu chorei, derramei lágrimas involuntárias e desnecessárias, mas sim, serviu pra aprender. Houve uma lição por trás de todo o sofrimento que eu enfrentei por sua causa. Eu preciso e vou te esquecer. Sem mágoas, sem rancor, apenas sorrisos lindos pra te mostrar o quanto eu posso viver bem sem você. Eu já vivi tanto tempo sem ter que me preocupar com a sua opinião, eu nasci sozinha, você me apareceu e me completou, mas me senti despedaçada sem você, só que meus pedaços estão se recompondo e enfim estou entendendo que nada do que eu sinto por você pode ser tão forte ao ponto de eu perder tempo da minha vida chorando por ti. Não quero mendigar o amor de ninguém, prefiro amar a mim mesma e viver sozinha do que ficar atrás de alguém que não tem sentimento algum por mim. Tenho meus minutos valiosos e não quero gastá-los com você, não vale mesmo a pena. Você pode até ser o cara certo, mas só faz as coisas erradas e eu não estou afim de te modificar pra ver o quanto meu amor é de verdade. Você que se vire sozinho pra descobrir o que você sente. Vejo que não és mais nenhuma criança pra estar iludindo as pessoas e também percebo que eu não sou mais nenhuma tola que morre de amores por alguém que não lembra nem do meu nome. Um lindo foda-se pra você e pra todas as suas manias de me fazer mal. Pode tentar mais, pode continuar com essa sua jogada de me ver sofrer, nada disso me atinge mais. Não vou perder meu tempo querendo me vingar de você, é que eu não estou afim de perder nenhum segundo da minha vida só de pensar que você é um completo otário. Não quero ser a menina que guarda mágoas de um alguém que não sabe o que é amar. Suas mentiras ainda estão acumuladas sobre os meus ouvidos, mas que se danem, essas palavras pra mim estão se desfazendo como água, assim como o meu amor, ou sei lá, nem sei se era amor, só sei que eu lutei, só sei que senti algo por ti. Sei que esse meu sentimento, prefiro chama-lo assim, está se acabando, ou nunca existiu, foi apenas uma carência minha ou um excesso de carinho e atenção sua. Agora vai lá e segue a sua vida, não te desejo nada de mal, vai ser feliz que eu quero ser em dobro, agora só não vem recordar que um dia eu lutei por ti. Nada mais de amor por ninguém, a não ser por mim mesma. Aturei muita coisa sem pronunciar uma palavra, agora eu quero gritar pra todos o que eu sinto e o que eu não sinto também. O que eu mais quero é curtir, farrar, fazer o que mais me dá vontade. Sim, estou bloqueando meu coração, estou começando a ser fria e foda-se aqueles que me criticam, tenho meus motivos, mas também não estou afim de dar satisfações a ninguém. Estou me renovando de um jeito que ainda estou a descobrir. Quero coisas novas, completos desafios. Que venha vida nova, com mais sorrisos e menos lágrimas, que não existam tantas expectativas, nem choros desnecessários, apenas a minha felicidade.”
“Meu erro, acreditar no amor. Pensar que ele existe de verdade e que ele não é apenas um sentimento que causa dor, e sim um sentimento que trás paz e uma grande felicidade. Meu grande erro é acreditar que um dia alguém perfeito virá pra me completar, pensar que dentro de cada ser humano ainda existe um resto de esperança para os sentimentos, e o que bloqueia tudo isso é um maldito orgulho. Sim, eu acredito nesse sentimento, eu tenho fé nele, eu quero me entregar de vez a ele, só que com tantos acontecimentos passados, com tantas experiência ruins, eu me pego pensando que eu não quero sofrer, por isso fico no meu canto, com meu orgulho solitário. E esse também é o maior erro do ser humano, deixar as coisas ruins impedirem de tentar coisas novas. Tantas pessoas por aí com os corações partidos e tantas oportunidades de ser feliz, de amar de verdade, só que o maldito medo e o grande orgulho não deixa que essas pessoas se entreguem a esse sentimento, por isso que tantos são infelizes, por isso que vemos tantas pessoas se importando com elas mesmas, magoando as outras, sendo duras e frias enquanto o coração é mole e amoroso, mas colocaram uma armadura para impedir todo o sofrimento. As pessoas não entendem a essência do amor, não querem tolerar os defeitos, não querem se modificar para o outro, pensam apenas em si mesmos, enquanto o amor vem de uma doação de cada um, de uma união, de tolerar os defeitos e aceitar os erros, de lutar sem medo, de correr atrás do impossível, só que as pessoas não conseguem fazer isso. Elas não querem admitir pra si mesmas que amam, por isso camuflam seus sentimentos e quando se dão conta percebem que perderam, só que aí ja é tão tarde, na maioria das vezes estão com filhos, netos e com aquele pensamento naquele amor dos 20 anos, que o orgulho impediu que acontecesse. Então passam o resto de suas vidas com uma amargura interna e um grande arrependimento por não ter feito a coisa certa na hora errada. Tudo deveria ser tão mais fácil, só que nós sempre complicamos. O amor, uma palavra tão simples, um sentimento tão perfeito e puro, só que as pessoas insistem em dar significados errados a ele, tentam entende-lo, quando na verdade deveriam senti-lo. Deveriam deixar essas decepções do passado pra conseguir viver coisas novas do presente e do futuro. Eu sei que é tão complicado se entregar quando tem um coração desconfiado e triste, mas isso que é o mais incrível do amor, arriscar, ser feliz sem ter medo, por isso que alguns me chamam de louca quando eu digo isso, porque eu sei que é verdade. Tantos sentimentos estão calados nas pessoas, tantos sonhos, tantos amores verdadeiros, mas essas pessoas deixam o silêncio tomar conta delas, deixam tudo passar, não lutam, mesmo que tenham vontade. São tantos medos, mas eu não me importo com ele, eu ainda ainda acredito e sempre vou acreditar, pois eu sei que o amor é um sentimento bom e eu acredito que seja ele que vá me fazer completamente feliz. E se isso é um erro acreditar que o amor possa desistir, deixe eu continuar errando, quero errar, quero amor. Eu ainda acredito.”
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Eu ainda acredito no amor. Andreza Oliveira - Escrit0ra de Bar (via
escrit0radebar)
“Gosto de você. Gosto desde o primeiro dia que te vi sentado longe de mim, parecia tímido, com a mão na boca. Só não lembro que roupa usava, porque ai é pedir demais. Gosto da sua letra, que por mais que digam que é feia, eu até acho bonitinha. Gosto do seu sorriso, ele é tão lindo quanto você. Gosto do seu perfume, na verdade, gosto do vento que trás seu cheiro até mim. Gosto da cor dos teus olhos, do seu cabelo e te confesso que já deu vontade de chegar até você e te abraçar, e até mesmo mexer no seu cabelo, fazendo carinho. Gosto das suas bochechas, gosto não, sou apaixonada por elas, ou por ti, não sei. Gosto da sua voz e principalmente quando você enrola para pronunciar qualquer palavra com o “R”. Só não gosto quando fico corada apenas quando alguém diz teu nome, não gosto de sentir meu coração acelerar quando te vejo e muito menos, quando dizem que meus olhos brilham quando falo de ti. E não gosto nenhum pouco, quando você abraça outra garota. Mas, gosto dos teus defeitos e gosto de te ter por perto, mesmo que esse perto não seja o suficiente. Gosto de você. Mas, ainda vou continuar jurando de pé junto “não estou apaixonada por você, não mesmo”. Vai que até eu acredito nisso?”
“A chuva caía lentamente e conforme caiá e acertava o chão ou escorria pela janela da sala, aquele sentimento clichê veio à tona, as lembranças passavam pela minha mente e acontecia aquele famoso “flash back” pela minha cabeça. Perdi completamente o sentido de onde estava e o que estava fazendo e revivi todo aquele lance na minha cabeça. Vieram momentos, momentos que poderiam até ser considerados bobos para quem estava fora do meu flash back, mas para mim era uma das melhores lembranças da minha vida. O primeiro momento, foi o que eu me arrependia de certo modo de ter acontecido, foi quando eu conheci ele. Me arrependo porque se não tivesse o conhecido, talvez tudo aquilo não teria acontecido e eu não teria ficado tão solitária. Recapitulando, o primeiro olhar, o primeiro oi e o primeiro sorriso, bom, foi tão inesperado isso, foi dito um oi pela parte dele, eu só retribuí e sorri e ele retribuiu o sorriso, era normal eu sorrir, afinal, eu nunca fico séria. O segundo momento foi o primeiro abraço, o primeiro verdadeiro sinal de afeto, foi singelo, foi tão simples, um beijo na testa, era típico dele, ele era um príncipe. O terceiro momento foi a primeira ligação, que foi feita por ele, fiquei tão surpresa que não conseguia parar de sorrir, passamos 2 horas ao telefone e se os bônus dele não tivessem acabado, tenho certeza que teríamos ficado muito mais tempo conversando bobeiras, eu pirraçava ele, ele como sempre fazia drama e eu me rendia ao drama dele. O quarto momento foi quando o recesso da escola acabou e nos vimos, após passarmos cerca de uma há duas semanas sem nos vermos, eu estava morta de vontade de te ver, cheguei na escola cedo, estava conversando com as minhas amigas e ele chegou e eu fingi que não tinha o visto, ai ele chegou e foi até mim e me deu um beijo na testa, nesse mesmo dia ficamos normais, não ficamos muito grudados e nem nada demais. Porém, no decorrer dos dias as coisas foram mudando, ficamos mais juntos, ele sentava atrás de mim, conversávamos, depois ele sentava ao meu lado e ficamos cada vez mais grudados. O quinto momento foi quando fomos dormir com nossos amigos, coisa que era normal e nisso, eu deitei a minha cabeça na barriga dele, eu coloquei minha mão de qualquer jeito e ele foi e segurou na minha mão, eu tentei me controlar, juro, porém não consegui segurar o meu sorriso. O sexto momento foi quando nos beijamos pela primeira vez, foi tão simples e bonito. O sétimo momento foi quando ele estava com problemas em casa, chegou na escola super triste e chorou, ele saiu para beber água e quando chegou eu perguntei o que você tinha e ele me abraçou e começou a chorar, nessa hora eu me calei e o abracei mais forte ainda e foi quando eu percebi o quanto vê-lo triste me magoava também. O oitavo momento foi quando as amigas de uma menina que era apaixonada por ti me olharam de cara feia e você ficou revoltado. No mesmo dia que aconteceu isso, você estava estressado e eu sentei ao lado dele no banquinho e o abracei, logo em seguida o amigo dele o chamou para jogar futebol e ele olhou pra mim com uma cara de interrogação, e eu simplesmente levantei e falei pra ele ir. O nono momento foi quando ele me pediu em namoro, foi alguns dias após o projeto da escola, não preciso comentar que foi simples, mas que foi o mais perfeito possível, ou preciso? O décimo momento foi quando discutimos pela primeira vez e o motivo foi o teu ciúmes bobo, a tua possessividade. O décimo primeiro ao décimo sexto momento não foi só um momento, foram as inúmeras vezes que ele ficou comigo até tarde na escola, só pra esperar meu pai me buscar para que eu fosse embora. O décimo sétimo momento ao vigésimo momento foram as inúmeras vezes que tomávamos sorvete quando saíamos mais cedo da escola. O vigésimo primeiro momento foi quando completamos um mês de namoro e ele fez uma homenagem pra mim na sala de vídeo da escola, eu fiquei nervosa, com raiva, feliz e não chorei por puro orgulho. O vigésimo segundo momento foi no dia seguinte que completamos um mês de namoro, ele viajou para a gincana da escola e eu não fui, lá onde tu estava não tinha sinal de celular e nem internet, passei dois dias sem me comunicar com ele e foram os dias mais atormentadores que eu tive, não saber uma notícia dele foi horrível, não ouvir a voz dele foi uma merda e não receber ao menos uma mensagem dele foi um tormento. O vigésimo tercero momento foi quando ele chegou da gincana e eu falei com ele pelo facebook e depois por mensagem, se eu fiquei feliz? Eu ganhei o dia só por ter notícias dele. O vigésimo quarto momento foi em uma segunda-feira, quando cheguei à escola de tarde e ele estava lá, foi uma loucura, super engraçado, eu coloquei minha bolsa na cadeira e comecei a falar com o pessoal, falei de início com as minha duas amigas, e antes de falar com ele elas me puxaram e começaram a falar que ele havia se comportado, que elas disseram que ia me falar que ele tinha aprontado, que dançou com várias meninas na festa e tudo mais, eu gritei um “O QUE?” só para ele ouvir e ficar com medinho e passou um tempinho, ele foi em mim pelo outro lado, me chamando de amor e eu comecei a sorrir, nos beijamos, nos abraçamos, foi tremenda a saudade que senti dele. O vigésimo quinto momento foi quando ele fez um gol para mim, ele estava jogando futebol e eu estava assistindo, bem na hora que eu fui beber água, ele fez o gol, e quando eu voltei ele veio e me beijou. O vigésimo sexto momento foi quando tivemos uma discursão feia, eu fui grossa com ele e ele simplesmente se calou e não falou comigo, na hora de ir embora eu fui falar com ele e ele simplesmente foi frio e eu percebi que a culpa foi minha, afinal, ele estava passando mal, por conta da úlcera e eu nem dei ideia. O vigésimo sétimo momento foi no dia seguinte da nossa discurção, nós já havíamos feito as pases e passamos o dia inteiro em harmônia, fomos carinhosos, nos beijamos e tudo mais. Discutimos em nenhum momento. O vigésimo oitado momento ao trigésimo quinto foram os momentos desgastantes, os momentos de brigas, de silêncio, de frieza e os que mais me fizeram sofrer. E por fim, o trigésimo sexto momento ao trigésimo oitavo que foi o período e não olhávamos mais na cara um do outro e terminamos. Numerei até o trigésimo oitavo momento, porém isso não significa que eu não me lembre dos outros, que eu não me lembre quando comemos brigadeiro e eu passei no rosto dele e ele passou no meu, quando ele mordeu minhas bochechas, que chegou a ficar a marca, o primeiro eu te amo por mensagem e eu primeiro eu te amo dito verbalmente, quando fomos a festa de uma amiga nossa e bebemos, eu não deveria ter bebido nada e ele ficou irado de ciúmes por eu estar dançando e pelo amigo de uma amigo nosso estar me olhando, quando ele ficava irritado quando os meninos falavam de mim, quando ele falou que ia tocar piano para mim, que ia aprender a tocar violão só porque eu gostava, quando os meninos zoaram ele porque eu fazia mais abdominais que ele e tudo mais. Eu me lembro do início, do meio e do fim, me lembro e me arrependo. Mas de repente campainha tocou e eu despertei daquele maldito flash back, abri a porta e era o rapaz da pizza que havia chegado, eu perguntei se ele queria entrar, afinal, nada melhor do que uma companhia alta, branca, musculosa e dos olhos cor de mel, em uma noite chuvosa e como remédio para não voltar ao flash back.”
— A campainha tocou e eu o mandei entrar,
eu não queria voltar a lembrar do cara que mentiu para mim dizendo que seria diferente, que ganhou a minha confiança e simplesmente não foi assim. (via
strcklove)
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